terça-feira, 23 de março de 2010



Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém,
Que não me dissesse nada,
Não me perguntasse nada também.
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano.
Mas a vida anda louca,
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem,
Se empurram pro abismo,
Se debatem, se combatem sem saber...
Meu amor,
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor,
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...



segunda-feira, 8 de março de 2010

(parênteses);

(você me conquistou devagar, me ganhou pouco a pouco, dia a dia. Há tempos meu último pedaço foi ganho, e eu me vi conquistada por completo. Mas, nos últimos tempos, eu sinto como se você tivesse entrado no processo inverso, e perdesse, ao invés de ganhar. Um pedacinho a menos por dia. E, exatamente como quando você me ganhou, aparentemente são pedaços pequenos, que demoram a fazer falta. Mas eu, meu bem, me pergunto. Será que você só vai tentar me ganhar de novo quando perder o último pedaço?)